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Prémio Carlos Paredes 2017 | Veja aqui a reportagem em vídeo

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29 Novembro 2017

A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira mostra-lhe aqui a reportagem realizada na Cerimónia de Entrega do Prémio Carlos Paredes 2017, que decorreu em Alverca, a 23 de Novembro.

Recorde ou veja pela primeira vez alguns do momentos da noite, com declarações dos distinguidos, Ricardo Ribeiro e o Quarteto ARTEMSAX & Lino Guerreiro, os dois vencedores ex-aequo de uma lista com 26 candidatos.

A dupla sucede a nomes como Bernardo Sasseti, primeiro vencedor desta distinção, em 2003, Ricardo Rocha, Mário Laginha, Pedro Jóia, Rão Kyao, Carminho e Pedro Caldeira Cabral.

O Auditório da Sociedade Filarmónica Recreio Alverquense foi palco da cerimónia de entrega do prémio deste ano, que contou com uma participação especial do Grupo de Cantares e Instrumental da Associação para o Bem-Estar Infantil de Vialonga.

Ricardo Ribeiro, com “Hoje é assim, amanhã não sei” e o Quarteto ARTEMSAX & Lino Guerreiro, com a obra “Projeto Michel Giacometti”, foram os nomes escolhidos por um júri constituído este ano por José Jorge Letria (representante da Câmara Municipal), Pedro Campos (compositor e músico), Ruben de Carvalho (crítico musical) e Carlos Alberto Moniz (compositor e músico, representante da Sociedade Portuguesa de Autores).

O Presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Alberto Mesquita, realçou a contínua aposta que o Município faz na cultura e nesta iniciativa em particular. “Ao longo de 15 edições na atribuição deste Prémio, alcançámos plenamente o nosso objetivo de incentivar a criação e a difusão de música de qualidade, feita por portugueses”, salientou o autarca, que não deixou ainda de prestar a homenagem à figura que deu nome a este prémio, “um dos maiores criadores e intérpretes musicais portugueses do século XX”.

A crescente importância deste prémio promovido pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira ficou mais uma vez patente e Carlos Alberto Moniz, figura de relevo no panorama musical português, reforçou isso mesmo: “A evolução do estatuto desta iniciativa torna-se bem visível quando percebermos que, ao contrário do que acontecia no início, agora já são os músicos que vêm ao encontro da Prémio Carlos Paredes, conforme ficou provado nesta edição, com 26 obras a concurso”.

 

 
Sobre os vencedores:


Ricardo Ribeiro foi um dos nomeados em 2017 para o Prémio “Melhor Artista do Ano” pela prestigiada revista britânica Songlines, precisamente pelo álbum “Hoje é assim, amanhã não sei”, e que considerou o músico como detentor da melhor voz masculina do Fado da sua geração. Nascido em Lisboa em 1981, a sua carreira musical iniciou-se aos 12 anos de idade, na Académica da Ajuda, bairro onde nasceu, acompanhado pelo guitarrista Carlos Gonçalves e o violista José Inácio. Tendo como principais referências os fadistas Fernando Maurício, Manuel Fernandes e Alfredo Marceneiro, Ricardo Ribeiro é sem dúvida um dos mais destacados valores da mais jovem geração de fadistas portugueses, não só pelas excelentes interpretações mas também pela forma como transmite emoções. A sua carreira caracteriza-se por uma participação intensa em diversos projetos ligados à Música, Teatro e Cinema. Feito Comendador da Ordem do Infante D. Henrique em 2015, são também de destacar os Prémios Revelação Masculina atribuídos em 2005 pela Casa da Imprensa e Fundação Amália Rodrigues e de Melhor Intérprete Masculino em 2011 pela Fundação Amália Rodrigues.

Em “Hoje é assim, amanhã não sei”, Ricardo Ribeiro conjuga a sua voz pujante a músicos de excelência e a letristas e compositores de grande valor. Autores como João Dias Nobre, Tozé Brito e Paulo de Carvalho integram este disco, que conta com produção e direção musical de Carlos Manuel Proença.

O Quarteto ARTEMSAX integra os músicos João Pedro Silva (saxofone soprano), João Cordeiro (saxofone alto), Rui Costa (saxofone tenor) e Hélder Madureira (saxofone barítono). Com 15 anos de uma carreira entusiasmante e reconhecida internacionalmente os ARTEMSAX têm vindo a procurar novos caminhos e formas originais de ligar a sua performance a um sentido pedagógico, procurando promover o gosto pela música e o despertar de sensibilidades. Reconhecidos pelo Ministério da Cultura pela sua relevância cultural, verifica-se a presença do grupo, em representação de Portugal, em eventos internacionais, e uma contínua parceria com a Antena 2 nos projetos realizados. É também de assinalar a criação de obras originais especialmente dedicadas aos ARTEMSAX por parte de diversos compositores, tais como Jorge Salgueiro, José Condinho e Lino Guerreiro e a participação na organização do “FISP – Festival Internacional de Saxofone de Palmela.

O compositor Lino Guerreiro iniciou os seus estudos aos 19 anos no Conservatório Regional de Setúbal. Desenvolve a sua atividade maioritariamente na área dos instrumentos de sopro. É diretor do projeto mixEnsemble, um projeto musical que tem como filosofia servir a música e os artistas, dentro de diferentes contextos musicais para os mais variados fins. É professor de Análise e Técnicas de Composição e de Música de Câmara no Conservatório de Música D. Dinis (Odivelas) e professor de Teoria e Análise Musical e de Música de Câmara na Escola Profissional da Metropolitana.

Na génese do “Projeto Michel Giacometti”, duas vontades se cruzam: a criação de um “objeto” promotor da identidade cultural Portuguesa e o desafio da procura da modernidade. O Cancioneiro Popular Português, de Michael Giacometti e Fernando Lopes Graça serviram de base para a recolha dos temas apresentados no disco, coabitando nestes a essência genuína da música popular e de novas abordagens estilísticas, denotadas nas orquestrações de Lino Guerreiro. Este é um trabalho de parceria entre o Quarteto ARTEMSAX e o compositor Lino Guerreiro, que conta com a participação especial do Grupo Coral Ausentes do Alentejo, os Bardoada - o Grupo do Sarrafo, Marco Fernandes (percussão), Paulo Machado (acordeão) e Trio de Cordas de Palmela.