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Urbanismo


“Rumo à Modernidade, Planear para Melhorar, Qualificar para Modernizar”

 

O Urbanismo nasceu entre o final do século XIX e o início do século XX, como prática das transformações necessárias decorrentes da revolução industrial, mas a sua maturidade teórica só foi alcançada no nosso século. O termo urbanismo surgiu com o seu atual significado em 1868 quando Ildefonso Cerdá escreveu a Teoria General de la Urbanización. O seu surgimento aconteceu em 1910 no Congresso de Londres onde se reuniram todos os pioneiros do urbanismo. Foi nesse ano que se utilizou pela primeira vez a palavra Urbanismo e que se realizou a primeira exposição, que teve lugar em Berlim. Em 1933, no Congresso Internacional da Arquitectura Moderna – CIAM em Atenas estabeleceram-se os princípios do novo urbanismo, surgindo pouco depois a Carta de Atenas.

A partir dos anos cinquenta, face à necessidade de renovação das cidades no período pós-guerra a prática do Urbanismo sofreu uma grande evolução. Houve também uma explosão de ideias e doutrinas teóricas. O urbanismo era o centro das atenções de arquitetos, engenheiros, geógrafos, sociólogos, historiadores, filósofos e escritores.

Com o passar do tempo o urbanismo ultrapassou largamente a esfera do ordenamento morfológico, não sendo a simples ciência do engenheiro ou do arquiteto. Deve abarcar o campo da comunidade, da participação no planeamento, da planificação social, tendo em conta que a cidade reflete o estado da sociedade e nela é expressa também uma determinada conceção do mundo.

A cidade ideal é fruto dos valores éticos, filosóficos e sociológicos de cada cultura e de cada época. Uma vez que as teorias da cidade evoluem e enriquecem, é difícil definir a cidade ideal, já que algum tempo depois da sua definição já não corresponde às expectativas da época.

O Urbanismo não pode ser observado apenas sob o ponto de vista de uma ciência estática, necessita de ser estudado segundo um panorama sociológico, filosófico, histórico, sendo que uma cidade é resultado da sociedade que a cria e que a transforma.

A cidade é uma entidade em permanente transformação, mas se for observada durante um curto período de tempo parece estática. O urbanista tem que ser capaz de prever o futuro da sociedade de modo a conseguir criar as melhores condições de vida nessa cidade a curto e longo prazo.

Os habitantes das cidades sempre se interessaram em saber as origens do local onde habitam, de conhecer o seu património. Os Historiadores entendiam a cidade como resultado da evolução das formas urbanas, ou seja, da sua evolução morfológica.

Hoje compreende-se que o Urbanismo deve enveredar pelo planeamento urbano e regional, habitação, gestão urbana, transporte público, estudos ambientais, desenvolvimento de comunidades, notadamente não se prendendo a aspectos puramente estético-funcionais.