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Praga da lagarta do pinheiro - Precauções a adotar


Ultimamente, existe uma praga que tem surgido com grande intensidade, o que se pode dever principalmente às alterações climáticas. Trata-se da Lagarta do Pinheiro (Thaumetophoea pityocampa), conhecido como Lagarta Processionária. É um inseto desfolhador dos pinheiros e cedros em Portugal e o nome atribuído provém da sua descida dos pinheiros, em fila, em busca de um local para se enterrar e passar às fases seguintes de desenvolvimento, sendo que é, nesta fase, que apresentam risco para a saúde pública, devido à presença dos pelos urticantes que se espalham pelo ar. As crianças e os animais raramente sentem repulsa por este inseto, e sentem-se até impulsionadas a interagir com elas, daí o perigo.

Nesta altura, não sendo eficazes os tratamentos químicos, o Município optou por realizar tratamentos mecânicos, que passam pela identificação dos ninhos, remoção e queima, com posterior colocação de cintas de papel ou plástico embebidas com cola específica.

No entanto, caso encontre ninhos ou uma "procissão de lagartas" não se aproxime e comunique aos serviços da Câmara Municipal através do número 800 206 726 ou 263 285 600.

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Precauções em adultos e crianças


Tem existido nos últimos anos alguns casos com exposição mediática de surtos de dermatites por lagarta de pinheiro em algumas escolas. É importante os pais reterem que, na grande maioria dos casos, a exposição a este inseto causa uma doença benigna, com resolução simples, que atinge apenas a pele, não havendo por isso razões para alarme.

Em caso de aparecimento de sintomas de alergia (que são transitórios - menos de 24 horas), consulte de imediato o posto médico mais próximo, lave a roupa a altas temperaturas (maior ou igual a 60ºC) porque a proteína dos pelos urticantes responsável pelas alergias – a taumatopoína – só é desnaturada a partir destas temperaturas. Os sintomas poderão ser:

  • Urticária: irritações na pele (geralmente ardor, comichão e manchas avermelhadas na pele);
  • Irritações nos olhos (olhos avermelhados, inchados e com comichão);
  • Alterações no aparelho respiratório (dificuldade respiratória).
Precauções em animais domésticos


No caso dos animais domésticos, se notar alguma alteração, por exemplo, na coloração da língua, recorra de imediato ao veterinário. A mucosa oral e a língua são as zonas anatómicas mais afetadas, podendo a zona ocular ser também afetada.

PREVENÇÃO: Nesta altura, deve impedir-se o acesso dos animais a pinhais, jardins ou bosques, onde existam pinheiros ou cedros. Se vir as lagartas, não deixe que crianças ou animais lhes toquem.

SINAIS CLÍNICOS NOS ANIMAIS são variáveis e têm caráter evolutivo:

  • inchaço do focinho
  • salivação excessiva
  • dificuldade em engolir
  • prurido intenso, sobretudo na face
  • urticária
  • vómitos
  • apatia
  • perda de apetite
  • dificuldade em mastigar
  • alterações oculares

A língua é o órgão mais afetado, uma vez que é o que mais frequentemente entra em contacto direto com a lagarta, quando o cão explora o seu sabor e textura. Inicialmente aumenta de volume, torna-se azulada, surgindo, posteriormente, áreas de necrose (morte dos tecidos), de cor amarelada ou preta. Podem desenvolver infeção dos lábios, língua e de toda a garganta, para além da perda de tecidos, nas zonas necróticas, entre 6 a 10 dias depois da exposição.

No caso de contacto com os olhos, estes podem ficar com uma tonalidade azulada (devido a edema), fobia à luz, prurido ocular, conjuntivite e úlcera da córnea.

Os sinais clínicos sistémicos são raros e incluem choque anafilático, tremores musculares, coma e morte.