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Percursos Naturais

 

Caminho Pedonal Ribeirinho – Alhandra / V. F. X.


imagemPara além das paisagens urbanas e campestres, do monte ou da planície, há agora um novo caminho para descobrir… um caminho que o põe lado a lado com o rio Tejo. Passear a pé ou de bicicleta, fazer jogging ou piqueniques, ou simplesmente descansar e apreciar a paisagem são algumas das possibilidades que este novo espaço lhe oferece. Desenvolve-se, por três km, desde a Casa Museu Dr. Sousa Martins, em Alhandra, até às imediações da Fábrica das Palavras – Biblioteca Municipal e Equipamento Cultural de Vila Franca de Xira, numa verdadeira maravilha para os seus sentidos. É também comum, num destes passeios à beira-rio, deparar-se com praticantes de Canoagem, Vela e, ainda, a Pesca Desportiva, modalidades proporcionadas por diversas entidades do movimento associativo do Concelho que não descuram o recurso natural de excelência que é o Rio.

imagemA obra deste equipamento municipal contemplou também o alargamento da Plataforma Ferroviária contígua ao Tejo e a construção duma passagem superior à via-férrea que permite o acesso do Caminho para a cidade de Vila Franca de Xira, junto ao Parque Urbano do Cevadeiro, funcionando agora como um Miradouro da paisagem circundante, para Este e para Oeste.

Deixamos-lhe ainda a sugestão de usufruir de outros miradouros, dispersos pela freguesia de Vila Franca de Xira, onde a vista é privilegiada, onde podemos apreciar o contraste das margens do rio; o bulício da cidade e a tranquilidade dos campos cultivados.


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Parques Ribeirinhos - Póvoa S. Iria e Forte da Casa


O Parque Urbano da Póvoa de Santa Iria engloba o núcleo museológico “A Póvoa e o Rio”, com cafetaria, bem como o cais e arrecadações de apoio à pesca da comunidade avieira. Possui zonas de lazer, um parque infantil e juvenil, anfiteatro informal ao ar livre e zona desportiva e de manutenção, nomeadamente com ginásio ao ar livre, vólei de praia e skate park.

O Parque Linear Ribeirinho Estuário do Tejo inclui o Centro de Interpretação do Ambiente e da Paisagem e uma cafetaria. O parque contém ainda a área denominada por “praia dos pescadores”, com amplas zonas de lazer, parque de merendas e área desportiva.

Os dois parques são ligados entre si por trilhos pedonais e cicláveis, que se estendem ao Forte da Casa e à zona da Verdelha, junto à freguesia da Alverca.

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imagemPercursos – a pé ou de bicicleta


Com excelentes condições para a prática de atividades ao ar livre, como caminhadas, BTT, orientação, canoagem, entre outras, as freguesias do concelho de Vila Franca de Xira como Cachoeiras, Calhandriz e S. João dos Montes oferecem percursos rurais e, de certa forma, mais ligados à natureza, para palmilhar ou percorrer de bicicleta. Visitando estas zonas de predominante paisagem agrícola é natural encontrarmos quintas, igrejas e capelas, ruínas e todo um património arquitetónico que nos conta a história do Concelho, num ambiente de quietude, longe do bulício da cidade.

Se é praticante de BTT, experimente um passeio de aproximadamente 35 km, desde Santa Eulália (Vialonga) até Vila Franca de Xira. Podem contar com um percurso de grande exigência desportiva, desfrutando em simultâneo de belas paisagens. Desde zonas praticamente despidas de vegetação (como o Monte-Serves, em Vialonga), passando por caminhos rurais (Calhandriz, São João dos Montes e Cachoeiras), são diversos os tipos de piso a experienciar: terra batida, areão e alcatrão (nalgumas ligações entre trilhos).

Entre o património histórico, encontramos a Necrópole Megalítica, o Forte das Linhas de Torres (Monte Serves), a Igreja de São Marcos (Calhandriz), a Quinta do Bulhaco (Trancoso), a Igreja de N.ª Sr.ª da Purificação e a Quinta das Covas (Cachoeiras), o Convento de Santo António (Loja Nova) e o Sr. da Boa Morte, o Chafariz, o Pelourinho e a antiga Casa da Câmara (Povos).


imagemPrefere caminhada? Alie a marcha à história e desfrute do percurso pedestre na 1.ª Linha de Torres


A Câmara Municipal com o apoio da Junta de Freguesia de São João dos Montes e do Clube Ibérico de Montanhismo e Orientação tem ao seu dispor o 1.º Percurso Pedestre de Pequena Rota. No início do século XIX, Vila Franca de Xira ficou marcada pelas invasões francesas, iniciando-se então o sistema defensivo construído em grande sigilo, para fazer face ao invasor francês e que haveria de ficar conhecido por Linhas de Torres Vedras.

Um passeio pela crista dos montes, ao longo destas linhas, permite visitar alguns dos redutos militares, como os moinhos de vento usados como pontos de tiro. O percurso inicia-se na bonita Quinta Municipal de Subserra (datada de 1633), atravessa as históricas estradas militares, apresenta a Ermida de S. Romão, igreja notabilizada pelos seus painéis de azulejos seiscentistas, terminando na Quinta do Bulhaco também aproveitada outrora como quartel general do Estado-Maior dos exércitos.


imagemEstuário do Tejo - Ermida de Alcamé, Ponta d’ Erva, Lezírias


Sendo um tesouro natural, composto por um ecossistema diversificado, o valor biológico do Estuário do Tejo, assim como a preocupação por uma gestão racional desta área, culminou, em 1976, na sua classificação como Área Protegida. Composta por águas estuarinas, zonas de lama e sapal, mouchões (Póvoa, Alhandra, Lombo do Tejo e das Garças), salinas, pastagens e terrenos agrícolas (Lezírias); a área da Reserva Natural do Estuário do Tejo distribui-se pelos concelhos de Alcochete, Benavente e Vila Franca de Xira, numa área de 14 563 ha. Mais de 50% da área do Concelho Vila–Franquense é caracterizada pela peculiaridade geomorfológica da imensidão deste património natural, nomeadamente no que se refere à fertilidade dos solos, às especificidades do clima e dos terrenos, mas acima de tudo aos ecossistemas que nele proliferam. O Estuário possui uma diversificada avifauna aquática migradora, que chega a totalizar, nos períodos de passagem, 120 000 indivíduos. De toda a biodiversidade da fauna existente, são as aves que atribuem um valor incomensurável a esta área protegida. Ainda o gado bovino, nomeadamente touros bravos, assim como cavalos, são presença habitual nas nutritivas pastagens da Lezíria e uma referência nacional no que concerne à produção pecuária.

A riqueza do Rio Tejo trouxe para as suas margens os avieiros, comunidades de pescadores, que concentraram a sua vivência em Alhandra, Póvoa de St.ª Iria e Vila Franca de Xira. Todo o arsenal intrínseco ao ofício, assim como as embarcações usadas, são exemplos do património cultural criado pelo Estuário do Tejo.

Ao longo da história, o profano sempre esteve a par do sagrado. Na Lezíria esta evidência está consubstanciada na Ermida de N.ª Senhora de Alcamé, datada do Séc. XVIII, outrora único local de culto para os trabalhadores das planícies Vila–Franquenses. Atualmente é objeto de romaria aquando das festividades da N.ª Sr.ª da Ascensão, feriado municipal no Concelho.

Todo este património pode ser descoberto a pé, de carro, de barco, de charrete. A observação de aves, atividade por excelência do Turismo de Natureza, é possível no Espaço de Visitação e Observação de Aves - EVOA - que integra um Centro de Interpretação Ambiental com salas de exposições, multiusos, zona de acolhimento, cafetaria e loja.

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Dois Caminhos, uma Via


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imagemDesde o lugar da Granja de Alpriate a sul, até a Vala do Carregado a norte, o Município de Vila Franca de Xira colocou sinais orientadores, dando conta do percurso mais seguro e mais curto, na passagem ao longo da EN10 e da EN1 na área do concelho.

No âmbito das comemorações dos 100 Anos das Aparições de Nossa Senhora em Fátima que se comemoram no próximo ano, sendo Vila Franca de Xira um ponto central na passagem de dois grandes caminhos de peregrinação, Caminho do Tejo e Caminho de Santiago, a Câmara Municipal, tomando a iniciativa, delimitou um trajeto específico para os peregrinos que passam no nosso concelho.

Esse percurso encontra-se sinalizado com uma sinalética característica, que é da autoria do próprio Município. Esta iniciativa pretende auxiliar essas pessoas em Peregrinação, ao facultar-lhes o acesso a um percurso mais rápido, seguro e, ao mesmo tempo, mais agradável de percorrer.

Desta forma, a Câmara pretende afastar essas pessoas da EN1, uma estrada que tem mais movimento e, consequentemente, mais perigos para os peões.

Como apoio complementar, a Câmara disponibiliza nos links seguintes informação sucinta do percurso, nos quais é consultável a existência de restaurantes, alojamentos e áreas de apoio, que as pessoas podem encontrar ao longo deste percurso, para além de uma listagem de contactos úteis.

Trajetos

 

Caminho de Santiago


A peregrinação a Santiago transformou-se desde o princípio num acontecimento religioso e cultural destacável e profundamente vivido na Idade Média, sendo reconhecido recentemente pelo Parlamento Europeu, o qual o designou o Caminho ”Primeiro Itinerário Cultural europeu”, e pela UNESCO, que o declarou Património da Humanidade. O descobrimento do sepulcro do Apóstolo Santiago, representou uma reviravolta na história espiritual do continente que rapidamente se lançou a lavrar um caminho para chegar até à preciosa relíquia.

A quem conseguir chegar pelas suas próprias forças a Santiago, espera-o, a recompensa da Compostela, um diploma emitido pela Oficina del Peregrino para certificar que a rota foi realizada.

Compostela goza de um singular privilégio concedido por primeira vez em 1122 pelo Papa Calixto II. Dele temos conhecimento graças a outra bula de 1179, que se conserva: a Regis aeterni do Papa Alexandre III, que confirma o privilégio outorgado à Catedral pelo Papa Calixto II (1118-1124).

O privilégio concedido, por Alexandre III, consiste em que cada ano em que o dia 25 de julho, coincide em domingo, se podem ganhar as graças do Jubileu na igreja de Compostela.

 

Caminho do Tejo


Constitui um caminho piloto por ser o primeiro dos vários Caminhos de Fátima a ser implantado. Faz parte de uma rede de caminhos pedonais, que percorrerá todo o país e permitirá ao caminhante o conhecimento mais profundo do território nacional.

O Caminho de Tejo surgiu da necessidade imperativa de proporcionar aos peregrinos, que viajam a pé até Fátima ou Santiago de Compostela, um caminho seguro e agradável, onde o automóvel é substituído pelo peão e as cinturas industriais dos grandes centros urbanos dão lugar a paisagens rurais de grande valor cultural. Além do intuito de servir os peregrinos, que presidiu à sua criação, o Caminho do Tejo constitui um percurso lúdico que utiliza caminhos rurais tradicionais. Percorrendo o Caminho é possível apreciar um vastíssimo património cultural e natural desconhecido da maioria dos Portugueses.

Para facilitar a organização da caminhada, o Caminho do Tejo foi dividido em cinco jornadas ao longo das quais são percorridos entre 20 a 30 km. O início e final de cada jornada coincide com um centro urbano onde são possíveis várias modalidades de alojamento.

Em cada jornada existem paragens, geralmente em pequenas vilas ou aldeias que permitem ao caminhante descansar e retemperar forças para prosseguir.
Esta subdivisão do caminho facilita a sua utilização por troços, tornando-o ainda mais acessível, especialmente para quem apenas pretenda realizar parte ou um troço de cada vez.