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Romanização


A localização do território de Vila Franca de Xira na planície hidrográfica do Tejo levou a que esta área não ficasse alheia à romanização, podendo falar-se não só em presença romana - comprovada pela existência de achados dispersos na quase totalidade das freguesias, mas também de ocupação romana, nomeadamente em Povos.
 
Favoravelmente condicionada pela sua situação geográfica, a região de Vila Franca foi, na época, atravessada pela principal via terrestre de acesso a Lisboa (Olisipo) que, em Alverca, se bifurcava: seguia uma pelo vale de Vialonga para Santo Antão do Tojal e Loures e a outra ladeava o rio na direcção da Póvoa de Santa Iria. O rio era, no entanto, a grande via navegável por onde chegavam e se escoavam os produtos.
 
A comprová-lo, o conjunto de ânforas que têm sido encontradas por pescadores no leito do Tejo, nomeadamente junto aos mouchões de Alhandra e da Póvoa, e que denunciam a intensa actividade comercial romana. Transportadas nos porões dos navios, as ânforas continham produtos como o vinho, o azeite, os cereais e as conservas de peixe.
 
Também lápides funerárias epigrafadas, existentes em várias freguesias do concelho, testemunham a presença romana. Dedicadas aos deuses Manes são as lápides epigrafadas provenientes do monte do Senhor da Boa Morte (Vila Franca de Xira), da Póvoa de Santa Iria e de São Romão (São João dos Montes). Em Alverca (Bom Sucesso) foi encontrada uma outra lápide funerária que se encontrava deslocado do primitivo contexto.