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Concelhos na margem do Tejo


Em 1510 Vila Franca, Povos e Castanheira receberam foral novo, no âmbito da reforma dos forais promovida por D. Manuel I.
 
Alverca foi das capelas de D. Afonso IV, Alhandra pertenceu aos Arcebispos de Lisboa e no século XVIII ao Patriarcado. Vila Franca era da Ordem de Cristo e, a partir do século XVI, dos bens da Coroa.
 
Às lezírias, produtoras de trigo, cevada, milho e legumes e abundantes de caça e de gado acorriam jornaleiros e rendeiros da outra margem. A pequena agricultura de frutas e legumes em Alhandra, os cereais, frutas, vinho, sal e azeite em Alverca, o trigo, vinho, azeite e frutas em Povos - dominavam a produção do lado de cá do rio. A profusão de atafonas, moinhos de vento, azenhas e lagares de azeite completava este sistema económico tradicional.
 
A pesca, em que o Tejo era abundante, constituía naturalmente outra actividade importante. Fataças, linguados e sáveis eram pescados em todas as vilas, originando um comércio destas espécies. Nas feiras locais trocavam-se os produtos. Três vilas tinham feira franca: Alhandra em 15 de Agosto, Alverca em 15 de Julho durante três dias e Vila Franca, também durante três dias, no primeiro Domingo de Outubro, subsistindo pujante esta última até à actualidade.
 
A finalizar o breve retrato económico da região no final do Antigo Regime, refira-se a fundação de uma fábrica de curtumes em Povos, em 1729, que foi a primeira deste ramo no País, ocupando durante muito tempo uma posição cimeira na produção nacional de curtumes.