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Fundos

 

  • Alhandra
    Datas extremas: 1747/1855

Alhandra foi doada por D. Sancho I a D. Soeiro, Bispo de Lisboa, que lhe concedeu foral em 1203. Os primeiros moradores da vila instalaram-se no designado Monte do Castelo, parte mais alta da vila, sendo na sua maioria camponeses, que tiveram de suportar as excessivas regalias que os prelados gozavam sobre as colheitas, instituídas pelo foral. Esta situação manteve-se durante quase duzentos anos e originava frequentes conflitos.

Estas disposições só foram limitadas por uma escritura celebrada em 1480 pelo Cardeal e o Senado da vila.
No dealbar do séc. XVI, Alhandra pertencia à Comarca da Estremadura e nos inícios do séc. XVIII integra a Comarca de Torres Vedras, (alvará de 1792), passando temporariamente a pertencer à Castanheira. Em 1798 passa a integrar a recente Comarca do Ribatejo.

No alto da elevação que domina Alhandra, no extremo sudeste da Serra de São Lourenço, ergue-se o monumento comemorativo da vitória das linhas de Torres, implantado em 1883, no local onde existiria o reduto nº 1, designado por “Bateira do Tejo”. Era daqui que partia a linha de fortificações militares que faziam parte do complexo de fortificações das Linhas Torres, construídas com grande sigilo entre 1810 e 1811, pelas tropas luso-britânicas contra os exércitos napoleónicos. A partir de 1855, o Concelho de Alhandra extinguiu-se e passou a integrar o de Vila Franca de Xira. Até ao séc. XIX, as principais actividades económicas eram a pesca no Tejo, a agricultura nas Lezírias e o fabrico de telhas e tijolos. Contudo, no final do século passado, esta situação altera-se e começa uma forte industrialização que chega até aos nossos dias.

  • Alverca do Ribatejo
    Datas extremas: 1773/1855

Alverca foi conquistada ao domínio muçulmano em 1147 e foi doada aos cruzados que participaram na conquista de Lisboa. Muito embora não seja conhecido um foral desta localidade, tem-se notícia que obteve foral régio em 1160, existindo, no entanto, uma carta de confirmação por parte de D. Pedro I, datada de 1357. Em 1354, passou através de doação, a ter vínculo com as capelas de D. Afonso IV, constituindo “um conjunto de bens em princípio afectos a uma obra pia (…)”.

Do séc. XIV, as várias notícias de cartas de mercê, coutada e privilégios, permitem esboçar o quadro económico da vila e o seu termo com herdades, quintas e casais, tendo como actividades predominantes a agricultura, a produção de queijo, azeite, bem como as actividades piscatória, comercial e extracção de sal (através do Tejo). Tal como Alhandra, Alverca esteve integrada na provedoria de Torres Vedras, sendo mais tarde inserida na Comarca do Ribatejo, aquando da criação desta. O seu município foi extinto em 1855, no rescaldo das transformações administrativas ocorridas após a Revolução Liberal e integrado no Concelho de Vila Franca de Xira.

Em 1918, instala-se em Alverca, o Parque de Material Aeronáutico (OGMA – Oficinas Gerais de Material Aeronáutico), e inicia-se um grande processo de industrialização, que fica reforçado em 1961 com a construção do 1º Troço da Auto-Estrada do Norte.
De referir também a Sociedade MAGUE, S.A.R.L., empresa já extinta mas também muito importante no desenvolvimento de Alverca.

  • Castanheira do Ribatejo
    Datas extremas: 1793/1838

A Castanheira foi doada em 1174 por D. Afonso I a um grupo de cruzados que tinham participado nas conquistas de Lisboa. Em 1452, D. Afonso V concedeu carta de Vila à aldeia e lugar de Castanheira, e foi em 1510 que obteve o “Foral da Castanheira e Povos”, dado em Santarém por D. Manuel I a 1 de Junho. Pertenceu aos Condes da Castanheira desde 1521, e mais tarde, em 1705, passou a pertencer à Casa do Infantado até 1811.

O Concelho da Castanheira foi extinto durante as reformas do período pós Revolução Liberal, em 1838, e integrado no Concelho de Vila Franca de Xira.

É um fundo constituído por espécimes praticamente todos do séc. XIX, sendo apenas um de 1793.

Os estudos no âmbito da história económica, agrícola e sócio-institucional são possíveis.

  • Povos
    Datas extremas: 1589/1840

Povos obteve foral em 1195 (foral antigo de Povos, dado em Lisboa por D. Sancho I no mês de Janeiro e confirmado em Fevereiro de 1218), concedido por D. Sancho I, e confirmado por D. Afonso II em 1218. Em 1510 adquiriu novo foral.

Em 1487, D. João II mandou construir junto a Povos e Vila Franca de Xira uma armada, por motivo de haver peste em Lisboa, com destino ao norte de África para combater os mouros. O traçado urbano da vila no séc. XVIII era ditado pela Estrada Real. Ao longo desta importante via de comunicação, que seguia na margem direita do Tejo, no sopé do Monte do Senhor da Boa Morte, localizam-se as habitações, as quintas e casais agrícolas, dentro da povoação e nos seus arredores. A vila de Povos foi dominada pelos Condes da Castanheira até ao reinado de D. João IV, passando depois para a Casa do Infantado. O Concelho de Povos tendo sido pertença da Provedoria de Torres Vedras e posteriormente, da Comarca do Ribatejo, foi extinto em 1836 e integrado no Concelho de Vila Franca de Xira, após a Revolução Liberal.

Este fundo é composto por espécimes que permitem alguns estudos no âmbito da história económica, agrícola e sócio-institucional.

  • Vila Franca de Xira
    Datas extremas: 1737/1991

Vila Franca de Xira, tem o seu começo de história no século XII, altura em que foi “baptizada” pelos árabes de Cira ou Xira, devido à vegetação natural que cobria a região inculta.

No séc. XVIII, Vila Franca de Xira era pertença dos bens da coroa e a sua igreja paroquial da comenda da Ordem de Cristo. Pertenceu à provedoria e comarca de Torres Vedras e integrou a comarca do Ribatejo quando esta foi constituída. A concentração de grandes propriedades na classe nobiliárquica – eclesiástica, que acumulava direitos rendosos sobre a produção económica, era um traço dominante. A nobreza possuía grandes quintas nesta região e a agricultura era a principal ocupação das gentes de Vila Franca de Xira.

Produzia-se o trigo, cevada, milho e legumes. A vinha e os pomares de citrinos eram também uma constante, sobretudo nos arredores da vila e nas suas quintas. Nas lezírias, terras férteis da margem esquerda do Tejo, pertença da Coroa e da igreja, trabalhavam jornaleiros e rendeiros, que faziam parte do centro abastecedor de Lisboa. Tendo como principal culturas os cereais panificáveis, eram também abundantes em caça, gado cavalar e gado bravo. A pesca era também outra actividade de relevo.

O comércio era igualmente relevante, pois a vila ficava muito bem posicionada para essa prática, junto à estrada real e ao rio Tejo e, mais tarde, em 1856, passou a ser servida pelo 1º troço de caminho de ferro. Tinha feira franca, pelo menos desde 1645, no primeiro Domingo de Outubro.

Este fundo documental reúne documentação produzida pela Câmara desde o séc. XVII até à actualidade, que constitui uma excelente fonte de informação para a execução de estudos históricos, sócio-económicos, demográficos, toponímicos, administrativos, institucionais, municipais e etnográficos.

De 27 de Maio a 3 de Junho de 1823, na decorrência de um golpe de Estado, denominado Vilafrancada, em que, Vila Franca ajudou a pôr o fim ao constitucionalismo durante a revolta, trazendo a proclamação da restauração do absolutismo.

Devido a este incidente, o Infante D. Miguel a 7 de Julho de 1823, denomina Vila Franca, de Villa Franca da Restauração. De acordo, com Lino de Macedo, Vila Franca de Xira teve esta denominação durante os 6 dias em que a família real se encontrou na cidade “escondida” dos “infiltrados”. Contudo, a documentação existente, define outro tempo.

Em 1836, dá-se o começo do desenvolvimento em Vila Franca de Xira, pois é constituída a Companhia das Lezírias do Tejo e Sado, em 1856, assiste-se à inauguração do primeiro troço de linha-férrea do país entre Lisboa e Carregado e em 1893, a inauguração dos novos Paços do Concelho de Vila Franca de Xira, demonstrou ser um pretexto para o município dessa época, apresentar publicamente o seu relatório de actividades.
Já no séc. XX, é inaugurada a Ponte de Vila Franca de Xira, permitindo uma ampla comunicação com o País e dez anos mais tarde a inauguração da auto-estrada entre Lisboa e Vila Franca de Xira.

Os anos 80, já no séc. XX, Vila Franca de Xira passa de “vila” a cidade e cresce a “olhos vistos”.

Rica tanto em história como em património cultural, Vila Franca é conhecida pela Igreja da Misericórdia, o Chafariz do Alegrete de 1797, a Casa/Pátio da Galache, o Convento de Santo António, o Senhor da Boa Morte, locais que aconselhamos a visitar.

A documentação referente aos fundos tanto da Câmara Municipal como da Administração do Concelho, como ainda dos restantes fundos encontra-se disponível à consulta do público.

  • Centro Republicano Alhandrense
    Datas extremas: 1909/1938

Alhandra foi palco da génese dos ideais republicanos, tendo sido inaugurado em 1881, como Centro Democrático para a Política Republicana de Alhandra, impulsionado por Lino de Macedo e Angélico Marques. É um acervo de exígua dimensão, que contribui para o estudo do movimento associativo da época republicana na freguesia de Alhandra.

A 23 de Outubro de 1881 foi inaugurado o Centro Republicano Alhandrense, numa sala do prédio da Rua Direita, esquina da Rua do Açougue (actualmente, Rua Salvador Marques e Rua Marquês de Rio Maior).

  • Sociedade Euterpe Alhandrense
    Datas extremas: 1891/1968

Fundada em 1862, a Sociedade Euterpe Alhandrense desempenhou desde cedo, um papel activo na comunidade da região. O seu arquivo histórico reúne a documentação produzida pela colectividade de 1891/1968. Apenas constituído por um fundo, “Arquivo da Sociedade Euterpe Alhandrense” (propriedade desta instituição), permite históricos sobre a colectividade, bem como sobre o Movimento Associativo do Concelho de Vila Franca de Xira, desde o final do século passado, período pós-Liberal, implantação da República e Estado Novo.

A música foi a sua principal actividade ao longo do tempo. Hoje, esta Sociedade é uma das mais importantes do nosso Concelho e possui em actividade regular, uma banda de música, orquestra ligeira, coro, escola de música e grupo de teatro.

 

Outros fundos existentes:

  • Casa do Povo de Vila Franca de Xira
    Datas extremas: 1945/2000
  • Teatro Salvador Marques
    Datas extremas: 1886/1922
  • Comissão Paroquial Republicana de Alhandra
    Datas extremas: 1909/1919
  • Sport Lisboa e Vila Franca de Xira
    Datas extremas: 1930/1936
  • Comissão Venatória Concelhia
    Datas extremas: 1949/1961
  • Comissão de Jurados
    Datas extremas: 1837/1925
  • Registos Paroquiais
    Datas extremas: 1834/1911
  • Marqueses de Rio Maior / Quinta de Subserra
    Datas extremas: 1624/1890
  • Santa Casa da Misericórdia de Alhandra (Irmandade e Hospital)
    Datas extremas: 1737/1914
  • Irmandade do Santíssimo de S. João Baptista
    Datas extremas: 1826/1914
  • Irmandade do St. de São João dos Montes
    Datas extremas: 1867/1910
  • Administração da Quinta de “Roque Annes”
    Datas extremas: 1813/1889
  • Juiz de Fora
    Datas extremas: 1813/1893