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Primeira metade do Século XIX


No início do século XIX toda a região foi abalada pelas invasões francesas. Uma vez mais, a localização estratégica da área foi posta em relevo na construção do sistema defensivo, construído em grande sigilo entre 1810-1812, para fazer face ao invasor francês que se iniciava neste concelho e que haveria de ficar conhecido por linhas de Torres Vedras.

Outro acontecimento nacional ficou inexoravelmente ligado ao nome de Vila Franca nos conturbados tempos que acompanharam a instauração do liberalismo em Portugal. Tratou-se da Vilafrancada, golpe de estado comandado por D. Miguel que decorreu de 27 de Maio a 3 de Junho de 1823 em Vila Franca de Xira, onde se instalaram, primeiro, D. Miguel e um regimento e depois toda a guarnição e o próprio rei D. João VI. A este golpe esteve ligado também outro personagem relacionado com a região de Vila Franca de Xira, o 1.º conde de Subserra, de seu nome Manuel Inácio Martins Pamplona Corte-Real, nomeado ministro da guerra após a Vilafrancada, mas caído em desgraça logo no ano seguinte, aquando da Abrilada.

Foi no século XIX que tomou forma administrativa o concelho de Vila Franca de Xira, tal como hoje o conhecemos, no quadro do reordenamento geral dos municípios promovido pelo regime liberal.

Sucessivamente, foram extintos os velhos concelhos existentes na região e que tinham todos raízes medievais: em 1836 deu-se a extinção do concelho de Povos e no ano seguinte desapareceu o de Castanheira. Em 1855 a reforma varreu os concelhos de Alhandra e de Alverca, passando doravante Vila Franca de Xira a integrar toda esta área administrativa. Em 1886, com a extinção do concelho dos Olivais, a freguesia de Vialonga passou para o concelho de Vila Franca e, finalmente, já no século XX, em 1926, a freguesia de Póvoa de Santa Iria foi também anexada alargando para sul a área do município.