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O Concelho

  • Área: 317,7 Km2
  • Freguesias: 6 (União das Freguesias de Alhandra, São João dos Montes e Calhandriz, União das Freguesias de Alverca do Ribatejo e Sobralinho, União das Freguesias da Castanheira do Ribatejo e Cachoeiras, União das Freguesias da Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa, Freguesia de Vialonga e Freguesia de Vila Franca de Xira)
  • População Residente: 136.886 (fonte: Censos 2011)
  • Densidade populacional: 429,7 hab./km2

Concelho que integra características urbanas e rurais, a sua localização permite-lhe usufruir de um valioso património natural: da beleza do rio Te­jo, à Reserva Natural do Estuário do Tejo; do es­plen­­­dor das Le­zí­rias à imponência dos Montes.

A ligação secular às lides do campo e à criação de gado proporcionada por uma das mais vastas áreas do concelho – a Lezíria – confere a Vila Franca de Xira uma importante herança cultural que constitui uma das principais bases da sua identidade: a festa brava. Campino, touro e cavalo compõem um quadro único na vivência da região, que se foi estendendo a outras formas de expressão deste universo: matadores de touros; cavaleiros tauromáquicos; grupo de forcados; bandarilheiros. Vila Franca de Xira é, por isso, reconhecida como terra mãe de grandes nomes do toureio mundial.

Nela está implantada a praça de Touros “Palha Blanco”, construída em 1901, um dos ex-libris da sede de concelho. Todos estes elementos ganham alma através do entusiasmo popular nas várias manifestações festivas como as es­pe­ras e largadas, ou no ambiente tertuliano.

De referência é também o seu património histórico, com especial destaque para os núcleos antigos dos centros urbanos ou para as Quintas Municipais de construções apalaçadas e belas áreas verdes (Quinta Municipal da Piedade, na Póvoa de Santa Iria; Quinta Municipal do Sobralinho e Quinta Municipal de Subserra, em São João dos Montes) ou ainda os Pelourinhos de Vila Franca de Xira e de Povos, e o Celeiro da Patriarcal (Vila Franca de Xira).

Outro dos seus atrativos é a gastronomia, cujo sabor está ligado à pesca e ao campo. A açorda de sável, os linguadinhos e enguias fritas, a sopa de bacalhau, o torricado de bacalhau, o cozido de carnes bravas, o melão da Lezíria, os bolos regionais (“Garraios”, “Esperas” e “Lezírias”) são algumas das especialidades mais típicas e saborosas da região.

Mas acima de tudo, o Concelho de Vila Franca de Xira é caracterizado pelo es­pí­ri­to hos­pi­taleiro das suas gentes, que mantêm acesa a chama de uma região re­cheada de tipicidade e tradições, que, na maior parte dos ca­sos, chegaram in­tac­tas aos nossos tempos.

  • Economia

    Na época que remonta ao Antigo Regime, acorriam às Lezírias jornaleiros e rendeiros da outra margem, devido à fértil produção de trigo, cevada, milho e legumes e à abundância de caça e de gado.

    Do outro lado do rio, destacava-se, em Alhandra, a pequena agricultura de frutas e legumes. Em Alverca, a cultura de cereais, frutas, vinho, sal e azeite. Em Povos o trigo, o vinho, o azeite e as frutas. Moinhos, azenhas e lagares de azeite completavam este sistema.

    A pesca, em que o Tejo era abundante, constituía naturalmente outra atividade importante. Fataças, linguados e sáveis eram comercializados em todas as vilas.

    Nas feiras locais em Alhandra, Alverca ou Vila Franca de Xira trocavam-se os produtos.

    O retrato económico da região desta época inclui ainda a fundação de uma fábrica de curtumes em Povos, em 1729, que foi a primeira deste ramo no País, ocupando durante muito tempo uma posição cimeira na produção nacional de curtumes.

    A chegada do comboio em 1856, no âmbito da abertura do primeiro troço de linha férrea do país - de Lisboa ao Carregado - marcou o início de um novo período no desenvolvimento da região, através da industrialização.

    A caracterização económica do Concelho hoje é definida, essencialmente, por uma concentração de atividades no sector terciário, nomeadamente ao nível do comércio e serviços, devido à progressiva regressão do setor industrial.

  • Origens

    No território há vestígios de presença humana desde o Paleolítico Inferior (entre 3 milhões de anos e 250 mil anos atrás), nomeadamente na zona de Alverca e Castanheira do Ribatejo.

    Na época do Neolítico (período que começa em 8000 a.c.), esta área de recursos alimentares abundantes favorece a fixação de comunidades nas elevações sobranceiras ao rio Tejo e outras bacias hidrográficas como os vales de Vialonga, Calhandriz e S. João dos Montes. A cidade de Vila Franca de Xira tem vestígios de ocupação por altura do Neolítico final (aproximadamente 2500 a 1800 a.c.).

    A sua localização geográfica privilegiada, junto ao Tejo e com passagem da principal via de acesso a Lisboa, facilitou a ocupação romana e islâmica, de que há vestígios em várias freguesias do concelho.

  • Organização Administrativa

    Em 1195, Povos recebe Foral do rei D. Sancho I. Em plena “Reconquista Cristã”, o documento expressa as preocupações defensivas relativamente a arremetidas muçulmanas. A partir do século XIII prossegue a instituição de vários concelhos no território, por via de Foral:
    1203 – Alhandra
    1212 – Herdade de Cira e Vila Franca (a designação de Vila Franca de Xira como local único só surge a partir do século XIV)
    1357 – Alverca
    1510 – Vila Franca de Xira; Povos e Castanheira do Ribatejo

    Foi durante os séculos XIX e XX que tomou forma administrativa o concelho de Vila Franca de Xira, tal como hoje o conhecemos. Sucessivamente, foram extintos os velhos concelhos existentes na região e que tinham todos raízes medievais, à exceção de Vila Franca de Xira, que os veio a integrar:
    1836 - Extinção do concelho de Povos
    1837 – Extinção do concelho de Castanheira do Ribatejo
    1855 – Extinção dos concelhos de Alhandra e de Alverca
    1886 – Vialonga integra o concelho de Vila Franca de Xira, após extinção do concelho dos Olivais
    1926 – Anexação da freguesia de Póvoa de St.ª Iria na área do município
    2013 - Reorganização administrativa do território das freguesias

  • Demografia

    Os efeitos da implantação da industrialização tiveram gradual e progressiva repercussão demográfica.

    Em 1864, data dos primeiros censos fidedignos no país, a população total do concelho era de 13.622 pessoas, valor que em 1900 passou para 15.766 habitantes. Mais significativas são as diferenças ocorridas entre 1900 e 1920, ano em que o concelho registava já 21.349 habitantes - nos primeiros vinte anos do século XX a população aumentou 35%.

    Os números do final do século passado falam por si: se em 1960 o concelho tinha 40.594 habitantes, os censos de 1991 contaram 104.610 residentes. Para este aumento contribuiu significativamente a década de setenta, em que a população cresceu mais de 60%.

    Atualmente, populações de diversas origens (de dentro e de fora do país) povoam o concelho de Vila Franca de Xira.

  • Atendimento (marcação prévia na Loja do Municípe)

    Edifício Sede

    Divisão de Gestão Urbanística (DGU)
    Mediante prévia marcação (poderá efetuar através da Seção de Atendimento, à segunda-feira via telefone ou por email da divisão).

    Divisão de Fiscalização (DF)
    Dia atendimento/Coordenador da Divisão: 2.ª feira, 9h30-12h00 (mediante prévia marcação)

    Setor de Toponímia e Obras de Conservação (STOC)
    Dia atendimento: 4.ª feira, 9h30-12h00 (por ordem de chegada)

    Nota: As receções deverão ser requeridas pelos requerentes ou pelos técnicos, devendo os mesmos se fazerem acompanhar pelo requerente. 

     

    Edifício da Rua Manuel Afonso de Carvalho 

    Divisão de Planeamento e Requalificação Urbana (DPRU)
    Dia de atendimento/Coordenador da Divisão: 6.ª feira, 9h00-12h00 (por ordem de chegada)

    Setor da Reabilitação e Requalificação Urbana
    Dia de atendimento: 3.ª feira, 9h00-12h00 (mediante prévia marcação)

    Nota: As receções deverão ser requeridas pelos requerentes ou pelos técnicos, devendo os mesmos se fazerem acompanhar pelo requerente.