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CIMPOR transforma Linha 7 em Alhandra: um salto tecnológico rumo à neutralidade carbónica
A CIMPOR assinalou, em maio, o arranque oficial da Linha 7 no seu Centro de Produção de Alhandra, após dois anos de uma profunda paragem para modernização.
O investimento, que coincide com o 50.º aniversário da cimenteira, representa um marco importante na estratégia de descarbonização do setor e posiciona a unidade na vanguarda da eficiência industrial.
Financiado pelo programa europeu Next Generation EU, através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o projeto centra-se na transição energética e na economia circular, permitindo uma redução anual estimada em 190 mil toneladas de CO₂.
No momento da ignição do novo forno, o CEO da CIMPOR Portugal & Cabo Verde, Cevat Mert, destacou a relevância estratégica deste investimento: “A modernização da Linha 7 é um exemplo concreto da transformação que estamos a liderar, aliando inovação tecnológica à redução da pegada carbónica.”
Para alcançar novos patamares de sustentabilidade e reduzir o consumo elétrico específico, a engenharia da Linha 7 foi totalmente reconfigurada em várias frentes tecnológicas:
- Combustíveis alternativos: integração de uma torre de pré-aquecimento de alta eficiência com sistema pyro-rotor e instalação de um bypass para controlo de cloro, permitindo substituir combustíveis fósseis por alternativas mais sustentáveis à escala industrial.
- Eficiência energética: otimização dos sistemas de motorização, dos circuitos de gases e ar, introdução de um novo arrefecedor de clínquer e de um moinho de cru vertical.
- Recuperação de calor residual (waste heat recovery): instalação de uma unidade avançada para recuperar o calor dos gases quentes da linha de cozedura, convertendo-o diretamente em energia elétrica para autoconsumo da fábrica.
O arranque da linha foi concluído com sucesso, após o cumprimento de várias fases técnicas de segurança, desde a secagem do betão refratário até à alimentação final para a produção de clínquer.
Segundo Mário Lopes, Diretor do Centro de Produção de Alhandra, esta infraestrutura representa um salto de competitividade que deixa a unidade “preparada para os desafios das próximas décadas”, demonstrando que o futuro do cimento em Portugal passa pela conjugação entre alta engenharia e compromisso com as metas climáticas.
Fonte: Comunicado de Imprensa CIMPOR, 12 de maio de 2026.