Comissão Europeia divulga novo relatório sobre as PME europeias
Conteúdo atualizado em8 de julho de 2026às 10:36
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A Comissão Europeia publicou recentemente o Relatório Anual sobre as PME Europeias 2025/2026, que traça um retrato da evolução das micro, pequenas e médias empresas na União Europeia e identifica os principais fatores que irão determinar a sua competitividade nos próximos anos.
Os dados revelam uma evolução positiva em 2025: As 34 milhões de PME europeias registaram um crescimento real de 2,5% no valor acrescentado, um aumento de 1,0 % no emprego e uma subida de 1,8 % no número total de empresas, consolidando a recuperação após um período marcado por crises sucessivas.
Para além de apresentar indicadores de crescimento, este Relatório evidencia que a produtividade será o fator decisivo para reforçar a competitividade das PME europeias. A Comissão Europeia sublinha que a dimensão da empresa não determina, por si só, a produtividade e que a adoção de tecnologias digitais, a inovação, a especialização setorial e as características do território poderão compensar as limitações normalmente associadas às empresas de menor dimensão.
Esta conclusão assume particular relevância para Portugal, onde mais de 99 % do tecido empresarial é constituído por micro, pequenas e médias empresas. Considerando-se que num contexto de crescente pressão competitiva, a capacidade para investir em digitalização, inteligência artificial, automação, qualificação dos recursos humanos e novos modelos de negócio serão determinantes para aumentar a produtividade e criar maior valor acrescentado.
O relatório reforça igualmente a importância das políticas europeias de apoio às PME, destacando o acesso a financiamento e a instrumentos de apoio à inovação, à digitalização e ao crescimento empresarial, que representam oportunidades relevantes para as empresas portuguesas que pretendam acelerar os seus processos de modernização e internacionalização.
Num momento em que a competitividade europeia ganha destaque na agenda política e económica, as conclusões deste relatório constituem um sinal claro de que o crescimento das PME dependerá cada vez mais da sua capacidade para inovar, incorporar tecnologia e adaptar-se a um mercado em rápida transformação.
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