Solvay investe numa plataforma industrial forte
Conteúdo atualizado em15 de janeiro de 2021às 10:15
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Largo conjunto de investimentos da Solvay Portugal visam otimizar as actividades de produtos peroxidados desenvolvidas na fábrica da Póvoa de Santa Iria.
Nos dois últimos anos, a Solvay Portugal efectuou um largo conjunto de investimentos, que visaram optimizar as actividades de produtos peroxidados desenvolvidas na fábrica de Póvoa de Santa Iria e, assim, melhorar a sua competitividade a longo prazo.
Um exemplo concreto, entre outros, do esforço de reconfiguração e modernização das unidades fabris está bem reflectido numa nova instalação de compressão e armazenamento de hidrogénio.
Esta substância, resultante do processo de electrólise de salmoura, passou a ter uma dupla função: primeira e essencial, alimentar a produção do peróxido de hidrogénio (vulgarmente conhecido por água oxigenada), um produto amigo do ambiente, de que a Solvay é líder mundial e único fabricante nacional; depois, substituir o gás natural como combustível na geração de vapor.
Com efeito, desde o ano passado, as caldeiras de produção de vapor na fábrica passaram a ser alimentadas também pelo hidrogénio excedentário do processo, o que constitui uma solução inovadora de recuperação de um subproduto e reforça as melhores práticas de eficiência energética adoptadas pela Solvay.
A substituição do gás (recurso importado) pelo hidrogénio, uma boa prática inscrita no conceito de economia circular, tem sido crescente ao longo dos meses, tendo a média de utilização em 2016 alcançado já uma taxa de 54%.
“Já utilizávamos uma fonte de energia limpa nas caldeiras, mas agora reduzimos ainda mais as emissões associadas à geração de vapor, dado que a queima do hidrogénio produz essencialmente vapor de água”, comenta Arlindo de Carvalho, director de Produção e responsável pela Gestão Energética da Fábrica. Por outro lado, acentua o mesmo gestor, “esta solução reforça o nosso objectivo central de competitividade face aos concorrentes externos, que beneficiam de custos energéticos mais baixos, para nos posicionarmos como parceiro indispensável às indústrias nacionais que utilizam os nossos produtos”.