'Vapor', de Sandra Martins, e 'Modas Novas e Algumas Velhas', de OMIRI, vencem Prémio Carlos Paredes – Edição 2026
Conteúdo atualizado em21 de setembro de 2026às 11:35
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As obras discográficas Vapor, de Sandra Martins, e Modas Novas e Algumas Velhas, de OMIRI, são os vencedores ex aequo do Prémio Carlos Paredes – Edição 2026.
A atribuição deste prémio, segundo o júri, irá contribuir para reforçar a visibilidade pública e mediática de dois artistas ainda pouco conhecidos do grande público.
Na obra Vapor, de Sandra Martins, foi destacado o papel central do violoncelo, evidenciando-se “a elevada qualidade interpretativa e técnica na execução” e a excelência da gravação, considerando tratar-se de um disco de “grande seriedade artística, honestidade estética e elevada consistência”.
Quanto à obra Modas Novas e Algumas Velhas, de OMIRI (Vasco Ribeiro Casais), o júri salientou o carácter inovador e cativante, destacando “a forma criativa como reinventa a música popular portuguesa”, através de um projeto que “aproxima as gerações mais jovens deste repertório”, numa descoberta livre de preconceitos associados ao género designado por “pimba”.
Nesta edição o júri foi constituído por Luísa Amaro, em representação da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira; Rui Filipe dos Reis, em representação da Sociedade Portuguesa de Autores; Telmo Lopes, autor e compositor, e Viriato Teles, crítico musical.
A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira instituiu o Prémio Carlos Paredes, em 2003, com o propósito de homenagear uma das mais destacadas referências da música portuguesa e também incentivar a criação e divulgação de obras de música não erudita que contribuam para o enriquecimento e a valorização da identidade cultural nacional.
O Prémio já foi entregue a Rão Kyao e Carminho (2013); Pedro Caldeira Cabral (2014); Ricardo Ribeiro (2017); a Companhia do Canto Popular, pela obra “Rebento” (2020); Pedro Jóia, pela obra “Zeca” (2021); Duarte, pela obra “No Lugar Dela” e Sexteto de Bernardo Moreira, pela obra “Entre Paredes” (2022, ex aequo); Manuel de Oliveira pela obra” Ibéria 20|22” e Carlos Alberto Moniz, pela obra “Por esse mar abaixo” (2023, ex aequo); projeto “a urtiga” (João Almeida e João Diogo Leitão), pela obra “À procura da essência da cebola” (2024). Em 2025, venceram Pedro Santos e João Pedro Silva com a obra discográfica “Frutos Maduros”.
A entrega do Prémio Carlos Paredes 2026 irá realizar-se numa cerimónia em que se apresenta um pequeno concerto da obra discográfica premiada, com entrada livre, em data a anunciar.