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Daniel Pereira vence Prémio Carlos Paredes 2018 com “Cavaquinho Cantado”
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Daniel Pereira é o grande vencedor da edição de 2018 do Prémio Carlos Paredes, com a sua obra “Cavaquinho Cantado”. Esta foi uma decisão unânime do júri, que sublinhou a excelência interpretativa e a criatividade das obras tocadas.
Nesta edição apresentaram-se 26 candidaturas, o que traduz uma participação muito expressiva e o prestígio alcançado por este Prémio instituído pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira em 2003, já que nos últimos anos a média dos discos concorrentes tem rondado os 30.
“Cavaquinho Cantado” é um disco de continuidade para a valorização nacional e internacional do cavaquinho e de todo o trabalho realizado em torno deste tetracórdio por Júlio Pereira. Espera-se que a atribuição do Prémio Carlos Paredes a este trabalho seja também um contributo para que os músicos desta geração e das seguintes deem a atenção merecida a este instrumento nacional, que para além de Portugal pode ser encontrado em diversos pontos do mundo como o Brasil, Indonésia, Cabo Verde e Hawai.
Desde muito cedo na vida de Daniel Pereira, os instrumentos tradicionais e os cordofones em particular, fazem parte da sua existência e da sua música. O seu percurso a solo começa com um desafio vindo da Galiza e com o convite de Júlio Pereira, para fazer um trabalho discográfico que aliasse o Canto com o Cavaquinho. É a partir de todas estas experiências e vivências, que surge “Cavaquinho Cantado”.
O Júri do Prémio Carlos Paredes (composto por José Jorge Letria, em representação da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Pedro Campos, compositor e músico, Ruben de Carvalho, crítico musical e Carlos Alberto Moniz, em representação da Sociedade Portuguesa de Autores) também destacou a diversidade dos trabalhos a concurso, com vários tipos de instrumentos estilos musicais e linguagens, o fado, música mais avançada, criativa e tecnológica, o que significa que o legado de Carlos Paredes está representado na obra gravada do próprio e nas grandes interpretações que os jovens músicos fazem da sua obra. Houve ainda lugar a uma menção especial ao disco “A dança dos pássaros”, a música de António Pinho Vargas, pela Orquestra do Hotclube de Portugal.
Ao longo de 16 edições, o Prémio Carlos Paredes tem vindo a distinguir nomes bem conhecidos do grande público e outros menos, sobretudo da área da música instrumental, sendo os mais recentes Rão Kyao e Carminho (2013), Pedro Caldeira Cabral (2014), LST – Lisboa String Trio (2015), Pedro Mestre (2016), Ricardo Ribeiro e Artemsax (2017).




