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Vila Franca de Xira com três nomeações às 7 Maravilhas da Cultura Popular

Vila Franca de Xira com três nomeações às 7 Maravilhas da Cultura Popular
16 Abril 2020

Concurso selecionou as candidaturas do Colete Encarnado, Lenda de N.ª Sr.ª de Alcamé e Romaria do Sr. da Boa Morte


O Município de Vila Franca de Xira está nomeado em três categorias do Concurso 7 Maravilhas da Cultura Popular. As Festas do Colete Encarnado, a Lenda de Nossa Senhora de Alcamé e a Romaria do Senhor Jesus da Boa Morte foram as candidaturas validadas, respetivamente, nas categorias “Festas e Feiras”, “Lendas e Mitos” e “Procissões e Romarias”. Segundo informação da Organização das 7 Maravilhas da Cultura Popular, as votações terão início em breve, a fim de serem apurados os 140 finalistas regionais.

Desde 2007 que as 7 Maravilhas® divulgam e comunicam os valores positivos de uma Identidade Nacional forte – causas nacionais reconhecidas. 7 Maravilhas da Cultura Popular® é um projeto de caráter privado e de interesse público, organizado pela EIPWU, Lda., entidade detentora dos direitos exclusivos da marca 7 Maravilhas® e 7 Maravilhas de Portugal®.

O regulamento do concurso e a verificação das candidaturas contou com o apoio de um conselho científico, composto pela Associação Portugal Genial, CEARTE- Centro de Formação Profissional para o Artesanato e Património, CNC - Centro Nacional de Cultura, Fundação INATEL, Joana Vasconcelos, Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e pelo Turismo de Portugal.

 

Festas do Colete Encarnado


Festa carismática que se instituiu como marca do Concelho de Vila Franca de Xira. Um dos principais e peculiares ingredientes deste evento é a Tauromaquia, incluindo as esperas de toiros nas ruas da Cidade. A Homenagem ao Campino, a noite da sardinha assada, o convívio nas tertúlias, o fado e os grandes concertos são outros atrativos irresistíveis para viver esta Festa, que atrai anualmente centenas de milhar de visitantes à cidade de Vila Franca de Xira.

 

Lenda de Nossa Senhora de Alcamé


A lenda de Nossa Senhora de Alcamé conta a história de um campino salvo da mordedura de uma serpente por Nossa Senhora da Conceição que teria intervindo fechando a boca da serpente com uma maçã. Por esta razão, Nossa Senhora de Alcamé é considerada a padroeira dos campinos e, por extensão, também dos varinos (famílias de pescadores originários da zona da ria de Aveiro que se foram fixando no estuário do Tejo), que normalmente participavam na romaria a Nossa Senhora de Alcamé. Por esta ocasião, a população e os fazendeiros, campinos e varinos, vestidos a rigor, acompanhavam pela lezíria a imagem da padroeira, que seguia por rio e terra até ao templo; a romaria integrava ainda desfiles de campinos e benção do gado.

Iniciada em finais do séc. XIX por uma comissão de lavradores apoiados pela Companhia das Lezírias, a romaria teve décadas de interrupção, regressando a Alcamé na década de 40, por iniciativa de José Van Zeller Pereira Palha que a associou às Festas do Colete Encarnado. À época mobilizava muitos barcos no Tejo e carros de trabalho enfeitados a rigor. De 1945 a 1971 não há notícia da romaria, que regressou em 1972 por três anos. Em 2002 volta pela mão do Rancho de Varinos de Vila Franca de Xira, com o apoio do Município, da Junta de Freguesia e da Paróquia de Vila Franca de Xira, realizando-se anualmente desde então.

A Ermida de Nossa Senhora Alcamé foi mandada construir em 1746 pelo 1º Patriarca de Lisboa, D. Tomás de Almeida. A sua construção prolongou-se até meados do séc. XVIII. Esta ermida terá sido construída – tal como a sua congénere, a Ermida de S. José, situada junto à Reta do Cabo (EN10), para que os trabalhadores agrícolas pudessem assistir à missa nos dias santificados, já que não lhes era possível deslocaram-se frequentemente até à paróquia mais próxima, e simultaneamente permitia albergar estas mesmas gentes sempre que as cheias assolavam de uma forma mais abrupta estes terrenos das Lezírias. Arquitetonicamente, a Ermida de Nossa Senhora de Alcamé impressiona pela sua estrutura sólida e maciça, pela robustez da sua caixa murária, apresentando uma alvenaria algo tosca, sem refinamento prévio.

 

Romaria do Senhor Jesus da Boa Morte


A Capela dedicada ao Senhor Jesus da Boa Morte, construída no século XVI, fica no alto do monte do lugar de Povos, a norte da cidade de Vila Franca de Xira, numa colina com vista privilegiada para a Lezíria e o Tejo. No âmbito do culto do Cristo Morto, que se acentuou nos finais do séc. XVIII, realizam-se festividades e uma Romaria em sua honra na quinta-feira de Ascensão, feriado municipal no Concelho. A partir do lugar de Povos, os romeiros fazem a procissão do Senhor Jesus da Boa Morte, subindo o monte até à Capela. Aí realiza-se a cerimónia religiosa seguida da Bênção aos Campos e à Cidade. Após as celebrações religiosas os romeiros convivem e confraternizam nas zonas envolventes ao Santuário. As festividades incluem ainda animação variada com música e baile.