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Prémio Carlos Paredes atribuído ex-aequo a Cristina Branco e José Valente

25 Setembro 2019

Edição de 2019 é marcada pela qualidade e originalidade de “Branco” e “Serpente Infinita”


Na edição de 2019, são dois os vencedores do Prémio Carlos Paredes. Cristina Branco e José Valente conquistaram as preferências do Júri, com as suas obras “Branco” e “Serpente Infinita”.

A “indiscutível qualidade e originalidade destes trabalhos” foram aspetos em evidência pelo Júri deste Concurso promovido pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, que vai já na sua 17.ª edição. Numa decisão unânime, José Jorge Letria (representante da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira), Pedro Campos (compositor e músico), Carlos Alberto Moniz (representante da Sociedade Portuguesa de Autores) e Rui Filipe Reis (crítico musical) sublinharam a circunstância de ambos os trabalhos se enquadrarem no espírito que preside à atribuição do Prémio Carlos Paredes. No caso de “Branco”, a combinação do registo vocal de Cristina Branco ligado a um texto de muita qualidade; no caso de “Serpente Infinita”, a apresentação de um trabalho de excelência instrumental que confirma o apurado sentido interpretativo de José Valente.

O Prémio Carlos Paredes constitui-se como uma das iniciativas culturais e artísticas de maior prestígio em Portugal. Desde 2003, a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira tem vindo a premiar alguns dos maiores criadores e intérpretes portugueses, tais como Rão Kyao e Carminho (2013), Pedro Caldeira Cabral (2014), LST – Lisboa String Trio (2015), Pedro Mestre (2016), Ricardo Ribeiro e Artemsax (2017) e Daniel Pereira Cristo (2018). Apesar do registo de um menor número de candidaturas em relação a edições anteriores, o Prémio volta a constituir-se este ano como um contributo muito importante para a valorização da criação musical no País.

 

Sobre os vencedores


Cristina Branco
(Almeirim, 1972) é sinónimo de sofisticação. Dentro de uma área de fortes raízes conservadoras e tradicionalistas como é o caso do fado, Cristina Branco apresenta sempre uma alternativa alicerçada em poetas eternos-clássicos, compositores requintados e músicos de excelência que transpõem uma aura única ao vivo. São perto de uma dezena de discos que, juntamente com centenas de espetáculos um pouco por todo o mundo, atribuem a Cristina Branco, e ao seu trabalho, um significado muito particular num trilho único traçado entre a sofisticação, tradição e inovação. O reconhecimento notório refletiu-se no prémio atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores, em 2017, para Melhor Disco, referente ao álbum “Menina”, bem como a nomeação para Globo de Ouro na categoria de Melhor Interprete Individual. “Branco” é o mais recente trabalho da cantora, lançado em fevereiro de 2018, que também foi aclamado pela crítica. Com arranjos do trio composto por Bernardo Couto, guitarra portuguesa, Bernardo Moreira, contrabaixo, e Luís Figueiredo, piano, é um disco pessoal e uma nova página na carreira de Cristina Branco.

Cristina Branco 


José Valente
(Porto, 1981) é compositor e violetista, doutorado em Arte Contemporânea com distinção e por unanimidade pela Universidade de Coimbra. Vencedor de vários prémios, é o único português detentor do título The Hannah S. and Samuel A. Cohn Memorial Foundation Endowed Fellowship, recebido após realizar residência artística na Djerassi Residency Artists Program, na Califórnia, EUA. Foi solista no Carnegie Hall, a convite de Paquito d’Rivera e também trabalhou com Dave Douglas, Don Byron, Alberto Conde, Shakir Kahn, entre outros. O seu disco “Os Pássaros estão estragados” (2015, 4 estrelas na revista Jazz.pt) foi considerado um dos discos do ano pelo crítico Rui Eduardo Paes. Participa frequentemente em projetos multidisciplinares com vários artistas da cena contemporânea portuguesa. Recebeu uma residência artística do Centro Internacional de Música e Dança do Mundo Ibérico – Musibéria para gravar o seu novo disco “Serpente Infinita”, que estreou no Ciclo de Concertos Solilóquios. “Serpente Infinita” recebeu recentemente 5/5 estrelas por Rui Eduardo Paes e foi disco do ano 2018 pela revista Jazz.pt e tem vindo a ser apresentado nas diversas salas nacionais e internacionais.

José Valente