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Inventário de Estruturas de Água
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Fonte de Santa Sofia
DESIGNAÇÃO: FONTE DE SANTA SOFIA
LOCALIZAÇÃO
DISTRITO: Lisboa;
CONCELHO: Vila Franca de Xira; Vila Franca de Xira
ACESSO: Vila Franca de Xira; no Caminho de Santa Sofia.
PROTECÇÃO: Imóvel protegido pelo PDM em Vigor – Valores Culturais – Outros Imóveis com Interesse - Arquitetura Civil.
ENQUADRAMENTO: Na entrada de Santa Sofia, no limite Oeste da cidade Vila Franca de Xira.
UTILIZAÇÃO INICIAL: Abastecimento de água à população.
UTILIZAÇÃO ACTUAL: Marco histórico-cultural / abastecimento de água à população.
ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Bom estado de conservação, foi alvo de recuperação, por parte da junta de Freguesia, no ano de 2001.
ESTADO DE CONSERVAÇÃO 2025: A fonte está em bom estado de conservação. Possui manchas e incrustações de colonização de microalgas.
PROPRIEDADE: Pública Estatal.
ÉPOCA DE CONSTRUÇÃO: Século XVII (1658).
ARQUITECTO/CONSTRUTOR/AUTOR: Uma inscrição em Mármore faz alusão ao seu fundador, D. Jerónimo Henriques.
TIPOLOGIA: Fontanário.
CARACTERÍSTICAS PARTICULARES: Activa e com água potável. A nascente desta fonte tem uma galeria de comprimento desconhecido diminuindo o caudal no Verão.
BIBLIOGRAFIA: Biblioteca Municipal VFX, Vida Ribatejana, ano XXVI, n.º. 1057, 25 de outubro de 1942, Vol.1941-1942.
BMVFX, Vida Ribatejana, ano XXXIII, n.º 1484/6, 1 de outubro de 1949, Vol.1948-1949, p. 12.
BMVFX, Vida Ribatejana, ano XXXIII, n.º 1488, 22 de outubro de 1949, Vol.1948-1949. BMVFX, Vida Ribatejana, ano XXXIII, n.º 1489, 5 de novembro 1949, Vol. 1948-1949. BMVFX, Vida Ribatejana, ano 44º, n.º 2185, 21 de jde 1961, Vol.1961-1962.
BMVFX, Vida Ribatejana, ano 53º, n.º 2627, 7 de junho de 1969, Vol.1968-1969. BMVFX, Vida Ribatejana, ano 53º, n.º 2629, 21 junho de 1969, Vol.1968 – 1969.
Boletim da Comissão de Fiscalização das Águas de Lisboa, Ministério das Obras Públicas, Número Comemorativo do XL Aniversário da Revolução Nacional, Lisboa, n.º 46, IV série, 1965.
CÂNCIO, Francisco, Ribatejo Casos e Tradições, Junta de Província do Ribatejo, 1948, p. 410.
PARREIRA, Rui; “Inventário do Património Arqueológico e Construído do Concelho de Vila Franca de Xira – Noticias da Parcela 403-8”, in Boletim Cultural n.º. 2, Câmara Municipal de Vila Franca de Xira; 1985, p. 78.
DOCUMENTAÇÃO ADMINISTRATIVA: Arquivo Histórico CMVFX, Caixa 13, Livro de Actas n.º 6, Acta de Reunião de 29 de junho de 1946, Vol. 1944-1946, fol. 192 verso.
INTERVENÇÃO REALIZADA: CMVFX/1942 – Reparação e caiação da Fonte; Alindamento da zona envolvente, com o apoio do Sr. Marcelo Monteiro proprietário da quinta fronteira à Fonte.
CMVFX/1946 – Reparação e caiação da Fonte de Santa Sofia por 585$00.
Particular15/1949 - Obras de modo a evitar possíveis infiltrações, prejudiciais às características da água e a sua pureza.
1961 – Pedido à CMVFX de reparação da Fonte para se que possa manter a tradição do lugar.
1969 – Novo pedido à CMVFX de reparação da Fonte de Santa Sofia. “Não deixemos cair a nossa velha Fonte de Santa Sofia”
CMVFX /1969 – Elaboração de estudos e orçamentos da recuperação da Fonte, através dos seus Serviços Técnicos.
CMVFX/julho/agosto de 2001 – Caiação da fonte em branco e vermelho ferrugem; limpeza das áreas de cantaria e desmatação da envolvente.
OBSERVAÇÕES: Monumento com inscrições em Pedra. Uma delas refere que foi mandado edificar por D. Jerónimo Henriques.
Notícia de que as águas da Fonte de Santa Sofia eram consideradas por muito como tendo qualidades curativas sobretudo entre a legião de doentes do fígado, intestinos, estômago, etc.
“Á saída da Vila Franca, na velha estrada do Barrão, existe a Fonte de Santa Sofia de Boa Água de Mesa.” Após as obras de 1949, há a noticia de que as águas de Santa Sofia já se encontravam novamente em condições bacteriológicas de ser consumidas.
“19 de Maio de 1949, Sr. Marcelo Monteiro: É com satisfação que lhe venho participar que a agua que possui no «Casal do Ribatejo» me pôs afinado dos intestinos em dois dias. Atribuo à água do «Casal do Ribatejo» o meu rápido restabelecimento porque, é costume, quando de diarreia, andar cinco a seis dias nesse estado, primeiro que me restabelece (é certo que também não faço dieta). Cá fico muito agradecido pelo garrafãosinho e esperando ver ainda a água do «Casal do Ribatejo» à venda pelo país fora, envia-lhe respeitosos cumprimentos, o amigo certo – Cesar da Rocha Godinho.”
AUTOR E DATA: Vanessa Amaral – 2004.
ATUALIZAÇÃO E REVISÃO: Maria João Martinho, Catarina Simão e Daniel Bernardes - 2025.