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Inventário de Estruturas de Água
- Lavadouro da Bica do Chinelo, "Tanque das Lavadeiras"
Lavadouro da Bica do Chinelo, 'Tanque das Lavadeiras'
DESIGNAÇÃO: LAVADOURO DA BICA DO CHINELO, “TANQUE DAS LAVADEIRAS”
LOCALIZAÇÃO:
DISTRITO: Lisboa;
CONCELHO: Vila Franca de Xira; Vila Franca de Xira.
ACESSO: Rua Octávio Pato
ENQUADRAMENTO: Situado entre a Rua Octávio Pato e a Rua da Barroca de Cima. Nas suas imediações é ladeado por largos abertos com árvores e o Muro da Identidade.
DESCRIÇÃO: Lavadouro completamente fechado, com dois grandes tanques de pedra.
UTILIZAÇÃO INICIAL: Lavagem da roupa da população local.
UTILIZAÇÃO ATUAL: Já não se encontra ativo.
ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Bastante sujo e algo degradado.
ESTADO DE CONSERVAÇÃO 2025: Estado de conservação médio. A estrura encontra-se com a pintura degradada e os tanques estão sujos pelo recente abandono.
PROPRIEDADE: Pública Estatal.
TIPOLOGIA: Lavadouro.
CARACTERÍSTICAS PARTICULARES: A galeria desta fonte deve seguir numa das falhas paralelas ao Tejo, não se sabendo ao certo o seu comprimento; tem pouca água e chega quase a secar no Verão.
MATERIAIS: Tijolo.
BIBLIOGRAFIA: AMARAL, João José Miguel Ferreira da Silva, Ofertas Históricas Relativas à Povoação de Vila Franca de Xira para Instrução dos Vindouros, Vol. II, CMVFX, 1997, p. 55.
Biblioteca Municipal VFX, Vida Ribatejana, ano XXXI, n.º 1375, 15 de novembro de 1947, Vol. 1946 – 1947. Boletim da Comissão de Fiscalização das Águas de Lisboa, Ministério das Obras Públicas, Número Comemorativo do XL Aniversário da Revolução Nacional, Lisboa, n.º 46, IV série, 1965.
DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA: 2 fotografias do arranjo do lavadouro da Bica do Chinelo, no relatório de Gerência de 1960 na p. 81.
DOCUMENTAÇÃO ADMINISTRATIVA: Arquivo Histórico CMVFX, Caixa 12, Livro de Actas n.º 4, Acta de Reunião
Ordinária de 19 de agosto de 1941, Vol. de 1941 a 1942, fol. 41 verso.
A H CMVFX, Caixa 2, Relatório de Gerência 1960, pp. 72 e 81.
INTERVENÇÃO REALIZADA: CMVFX/1941 – Reparação da canalização da Fonte da Bica do Chinelo, na importância de 585$00.
CMVFX/1960 – Precedeu-se à remodelação e reparação do antigo lavadouro da Bica do Chinelo, cujos trabalhos importaram em 22.000$00.
Originalmente, este lavadouro era aberto do lado onde existia a fonte com água da mina e coberto do lado dos lavadouros era ainda mais comprido do que atualmente. Foi depois totalmente coberto.
OBSERVAÇÕES: “em uma parede do aqueduto da fonte da rua do Alegrete n.º 10 a qual está sobre o dito rio há um registo daquela água, que forma uma pequena fonte de mesquinho cano, a qual se apelida a Fonte do Chinelo.”54
“É por demais sabido que os lavadouros comuns estão absolutamente condenados. Eles, são, quantas vezes, veículos transmissores de terríveis males que põem em perigo a saúde dos habitantes de uma povoação. Por isso, hoje os novos lavadouros são constituídos por células individuais, em que a água é renovada sempre que se verifica a substituição da pessoa que a utilizou.
Em Vila Franca de Xira, um lavadouro existe, na Avenida Pedro Victor, que quase satisfaz a estes requisitos; mas, em contrapartida, o da Bica do Chinelo deve desaparecer, quanto antes, pois, não faz sentido, que na época em que vivemos e numa terra com tão elevado número de habitantes, perdure um lavadouro em que, com grande promiscuidade, se lavam roupas das mais variadas origens.
Urge, portanto, que, quem de direito, promova a modificação do existente, ou, o que seria preferível, a sua eliminação pura e simples, construindo-se outro, em local mais apropriado e obedecendo aos elementares preceitos impostos pela higiene pública.”55
Existe a informação de uma Sra. nascida e criada em Vila Franca de Xira, e actualmente (2003) lavadeira de profissão, da existência de vários lavadouros na cidade de Vila Franca. “Havia um no Pátio da Câmara, um que é o da Carlota, um onde são actualmente os Correios, um à entrada da vila e este. e isto faz muita falta para a população de Vila Franca. e a gente queria ver se o mantinha aqui, porque somos filhas de Vila Franca, e é o único, e infelizmente somos reformadas (...) e além disso o Povo de Vila Franca também precisa disto, coisas que a gente lava para fora, ou seja, não só lavamos a nossa como também lavamos para fora.” Sra. Isilda Augusta de Sousa residente na Rua de Santo António.
AUTOR E DATA: Vanessa Amaral – 2004.
ATUALIZAÇÃO E REVISÃO: Maria João Martinho, Catarina Simão e Daniel Bernardes - 2025.